Em Monaco: What’s Yours Is Mine, você e até três amigos podem planejar uma rota por um prédio vigiado, pegar os objetos de valor e chegar juntos à saída. Este jogo de assalto visto de cima permite cooperativo online ou na mesma tela, e seus oito ladrões oferecem maneiras diferentes de entender e atravessar cada fase. Uma invasão silenciosa pode virar uma corrida entre alarmes e patrulhas; o saque só é de vocês quando a equipe inteira consegue escapar.
Uma planta que se revela aos poucos
Cada trabalho acontece em salas e corredores vistos de cima. Dá para perceber a estrutura geral do prédio, mas quase tudo começa na escuridão. Cada ladrão enxerga apenas o espaço próximo dentro de seu campo de visão. Uma sala ainda não explorada deixa perguntas: uma porta trancada leva ao objetivo? Há um guarda no corredor? Uma câmera vigia o caminho mais óbvio? Conforme a equipe avança, mais partes do mapa aparecem. Quando vocês saem de uma área, ela volta a se apagar e vira uma planta simplificada.
Essa visão limitada dá ao jogo um ritmo próprio. Pegadas revelam por onde as pessoas passaram; o campo de visão dos guardas, os sons e os símbolos de alerta dão pistas sobre o que eles perceberam. Civis podem ver os ladrões e chamar ajuda, cães podem farejar uma trilha, e guardas ou câmeras podem disparar o alarme. Em um momento vocês atravessam uma sala com cuidado; no seguinte, as patrulhas convergem para um barulho. Não é preciso mirar em primeira pessoa: movimentar-se e interagir é direto, mas leva um tempo para aprender a interpretar as informações do mapa.
Os andares se conectam por portas, escadas, escadas de mão, dutos e outras aberturas. Para interagir, basta chegar perto do objeto — seja para abrir uma fechadura, usar um computador, pegar uma ferramenta ou subir para outro andar. Algumas rotas passam por paredes que podem ser derrubadas; outras atravessam áreas bem iluminadas e vigiadas. O contorno de uma sala pode indicar objetos valiosos ou equipamentos de segurança, enquanto as partes escuras escondem a situação exata até alguém se aproximar. A planta é clara o bastante para ajudar a planejar, mas não garante que a rota continuará silenciosa.
Oito ladrões, oito maneiras úteis de enxergar o golpe
Antes de cada fase, você escolhe um ladrão, cuja especialidade facilita certos obstáculos. O Chaveiro abre portas e cofres rapidamente. A Sentinela avista guardas e detalhes úteis além do campo de visão normal. O Batedor de Carteiras tem um macaco que recolhe moedas próximas. O Faxineiro pode nocautear em silêncio um guarda desatento. Com o avanço da história, entram mais quatro personagens: a Toupeira quebra paredes e outras barreiras; o Cavalheiro usa disfarces; o Hacker desativa sistemas de segurança em computadores e equipamentos eletrônicos; e a Ruiva pode encantar pessoas que, de outro modo, acionariam o alarme.
As habilidades são fáceis de entender, mas mudam uma rota de forma prática. Um cofre que demora para outros ladrões abre rápido com o Chaveiro; a Toupeira cria um atalho por uma parede; o Hacker pode desligar câmeras ou alarmes pelo computador. A Sentinela talvez revele um guarda escondido na névoa. O Faxineiro tira uma ameaça desprevenida de um corredor estreito, enquanto o disfarce do Cavalheiro ajuda a circular entre olhares desconfiados. O charme da Ruiva pode tornar um encontro menos perigoso. Todos os personagens podem jogar as fases, mas a especialidade certa facilita um andar complicado.
Cada ladrão também pode levar uma ferramenta, como uma bomba de fumaça, uma escopeta ou outro item de uso limitado. Moedas reabastecem as ferramentas, então pegá-las acrescenta uma pequena escolha de recursos ao trabalho. O macaco do Batedor de Carteiras ajuda a juntar moedas, mas ainda é preciso decidir se vale a pena se desviar por mais ouro e cruzar outra sala vigiada. Algumas fases colocam moedas em cofres ou atrás de sistemas de segurança; buscar o saque perfeito pode ser mais arriscado do que cumprir o objetivo e sair.
A equipe enfrenta junta as consequências de um erro. Se alguém for pego, os amigos podem reanimá-lo onde caiu. O ladrão derrubado não some simplesmente da fase, mas chegar até ele talvez exija passar pelos mesmos guardas ou alarmes que causaram o problema. Todo mundo precisa alcançar a saída para concluir o andar; assim, a rota de fuga de uma pessoa pode virar o último obstáculo para o grupo inteiro. Reanimações e saídas compartilhadas mantêm a equipe ligada ao mesmo golpe, mesmo quando cada jogador explora salas diferentes.
A pontuação é opcional… até deixar de ser
Uma missão costuma ter um objetivo principal claro: roubar um item marcado, resgatar alguém ou chegar à saída depois de concluir o trabalho. Moedas de ouro e outros objetos valiosos ficam espalhados pelo mapa, e muitas vezes dá para ir embora sem pegar tudo. Mas as moedas influenciam o tempo final e reabastecem ferramentas; limpar uma fase por completo pode liberar missões extras da história. Cada andar puxa vocês para dois lados: garantir o objetivo e escapar ou continuar explorando por uma pontuação melhor e mais recursos.
As duas campanhas principais da história acompanham os ladrões em trabalhos conectados e revelam mais sobre eles aos poucos. Novos personagens ficam disponíveis conforme a história avança, e missões adicionais focadas em cada um dão mais contexto para a equipe. Nas fases posteriores, o alvo pode estar atrás de várias camadas de fechaduras, câmeras, guardas e alarmes. Aí fica mais claro o valor de uma especialidade ou ferramenta bem escolhida. A estrutura básica se repete, mas os objetivos, plantas e obstáculos mudam o problema a cada assalto.
As campanhas podem ser jogadas nas apresentações Classic e Enhanced. Enhanced usa versões revisadas e mais curtas de muitas fases; Classic mantém as plantas anteriores. Ao voltar para uma campanha, dá para seguir a rota retrabalhada ou rever a organização original. Um modo zumbi extra troca guardas por mortos-vivos, enquanto o Epílogo acrescenta mais missões. O editor incluído e o suporte ao Steam Workshop também oferecem fases da comunidade, então a campanha não é a única fonte de mapas.
O Epílogo também tem um pequeno desvio competitivo, com três mapas de jogador contra jogador. Os mesmos espaços de furtividade viram uma disputa entre ladrões, em vez de uma fuga em equipe. É um clima diferente do foco principal: a maior parte de Monaco gira em torno de assaltos cooperativos, enquanto esses mapas são um modo separado. Também dá para jogar PvP online ou na mesma tela. Para o grupo, a decisão útil é se vocês querem cooperar na campanha ou competir nessas fases à parte.
Quando o plano dá errado
Monaco tem o estilo divertido de um filme de assalto: ladrões pequenos e angulosos, salas que surgem da escuridão e uma trilha que sai do piano suave para um ritmo acelerado quando o golpe fica tenso. As falas curtas da equipe e os gritos abafados dos guardas dão um toque cômico a um cenário cheio de alarmes, patrulhas e fugas por pouco. É uma aventura de assalto, não uma história criminal sombria, mas o sistema de furtividade deixa vulnerável quem é visto e pode transformar um andar inteiro numa perseguição caótica.
O clima vem do contraste entre as formas simples da equipe e os prédios complexos que atravessa. Um cassino pode estar cheio de luzes e pessoas atentas; uma prisão ou escritório vigiado vira um labirinto de rotas trancadas e cantos cegos. Como cada jogador vê apenas uma área limitada, o mapa parece um quebra-cabeça que muda, não uma visão completa. A trilha e as cores discretas deixam detalhes pequenos — uma patrulha mudando de direção ou um alarme cortando a música — criar tensão.
Esse design também tem seus limites. Símbolos e plantas podem levar algumas fases para fazer sentido, e missões mais avançadas ficam exigentes quando guardas, câmeras e rotas escondidas se sobrepõem. O cooperativo pode ser uma bagunça divertida, mas desvios opcionais atrás de moedas competem com a necessidade de se reunir. A equipe pode se espalhar pelo mapa ou ter de voltar para buscar alguém caído. O jogo permite improvisar, embora um erro barulhento possa transformar uma entrada cuidadosa numa correria. Se o grupo quer algo tranquilo, sem curva de aprendizado ou consequências por se afastar, as missões podem parecer mais ásperas do que o visual colorido sugere.
Combina com o seu grupo?
A campanha cooperativa aceita até quatro jogadores online e até quatro na mesma tela. As partidas online usam Steamworks, e o jogo oferece multijogador entre plataformas, embora nem todas as combinações de sistemas operacionais estejam especificadas. Há versões para Windows, macOS e Linux, mas a rede local não funciona no Mac nem no Linux. Controles são totalmente compatíveis, e o modo local reúne todo mundo na mesma tela. Se seus amigos usam sistemas diferentes, confirmem se as versões de vocês conseguem se conectar antes de marcar a sessão. A versão para macOS não é compatível com Catalina (10.15) ou posterior.
Monaco combina com um grupo que gosta de objetivos claros e espaço para desvios: encontrar o alvo, contornar a segurança do prédio e ver quanto saque vocês conseguem levar até a saída. Dá para acompanhar a história, voltar para melhorar a pontuação ou usar o editor e os mapas da comunidade para novos trabalhos. Quando um guarda vê a equipe, o plano silencioso pode acabar depressa. O objetivo continua simples: entrar, pegar os objetos de valor e garantir que seus amigos também cheguem à saída.