Você e um amigo podem encarar toda a campanha de Dead Horde juntos, online ou em tela dividida local no mesmo PC. Este jogo de tiro com visão de cima leva vocês por uma cidade tomada por mutantes infectados. É preciso abrir caminho entre grupos usando armas e explosivos e gastar o dinheiro coletado para aumentar o poder de fogo. A ação simples em dupla e algumas passagens de veículo podem combinar com uma sessão direta de tiro contra zumbis. Mas as lutas repetitivas, o ritmo irregular e as antigas reclamações técnicas são difíceis de ignorar.

Uma campanha para duas pessoas

Dead Horde começa com uma breve explicação do surto. Um vírus militar se espalhou por uma cidade, e um soldado cujo helicóptero cai fora da área contaminada tenta chegar a um lugar seguro. Depois dessa introdução, a história fica quase sempre em segundo plano. Cartelas entre fases dão um pouco de contexto sobre sobreviventes ou sobre a área adiante, mas a missão é o foco: atravessar um local de uma ponta à outra enquanto os mutantes se aproximam.

Dá para jogar a campanha sozinho, mas as opções cooperativas são o principal motivo para chamar um amigo. No co-op online, duas pessoas jogam pela internet; no co-op local, duas pessoas dividem um PC em tela dividida. Os dois enfrentam a mesma campanha, sem escolher personagens com habilidades ou funções próprias. A campanha é voltada à cooperação, não a equipes adversárias. Se o grupo tiver três pessoas ou mais, não há uma terceira vaga. Os requisitos de Windows publicados na Steam são da época do XP, Vista e Windows 7, portanto não comprovam compatibilidade com uma versão atual do Windows. Com teclado e mouse, você se movimenta, mira, atira, lança granadas, recarrega, desvia, troca de arma e liga a lanterna. O suporte a controles é parcial, e a distribuição exata dos comandos na tela dividida não está especificada.

A câmera fica inclinada sobre ruas, quintais, áreas industriais e outros locais do surto. O personagem se movimenta pelo teclado, enquanto você mira e atira com o mouse. A câmera deixa visível a maior parte do chão próximo, mas os cenários costumam ser escuros. Assim, o facho da lanterna passa a ser uma parte importante do que você consegue enxergar. Esse ângulo ajuda a perceber de relance inimigos se aproximando e movimentação ao redor de obstáculos. O esquema de teclado e mouse exige que você se mova e mire ao mesmo tempo. Uma esquiva pode abrir espaço quando um grupo chega perto, e granadas ajudam a atingir vários inimigos de uma vez. Em áreas escuras, a lanterna deixa mais clara a direção do caminho, embora um mutante ainda possa se esconder atrás de elementos do cenário ou fora da tela.

Abra caminho e depois compre mais poder de fogo

A maioria das missões segue um padrão direto: atravessar uma área, enfrentar os mutantes e continuar quando o caminho se abre. Alguns trechos iniciam um ataque maior, às vezes anunciado por uma mudança na música, e mantêm portões fechados até que o grupo atual seja eliminado. O ritmo pode passar de caminhar para procurar o último alvo. Essas barreiras dão uma cadência básica às fases, mas podem interrompê-la quando é difícil encontrar um inimigo ou quando ele fica preso no cenário.

Não há um sistema complexo de objetivos para aprender. A meta recorrente é sobreviver a cada trecho e continuar avançando pela cidade. Ao longo da campanha, os mutantes ficam maiores, mais rápidos e mais fortes. Você encontra mortos-vivos que avançam devagar, mutantes mais rápidos ou resistentes, saltadores e uma criatura inchada que cospe em você. A variedade muda um pouco a aparência dos confrontos, mas a maioria dos inimigos converge para os jogadores. Muitas lutas acabam seguindo o mesmo padrão: recuar enquanto atira.

Eliminar inimigos rende dinheiro, e as fases também têm cédulas espalhadas e lojas de armas. Nas lojas, você pode comprar armas e granadas, repor munição e melhorar atributos como dano, tamanho do pente, cadência de tiro ou munição máxima. O fuzil de assalto básico tem munição ilimitada; as outras armas dependem de reservas limitadas. O fuzil continua confiável quando o dinheiro está curto. Já as armas com munição limitada fazem você pesar o custo de comprar mais balas contra o de melhorar o equipamento que já carrega. O arsenal inclui espingardas, um lança-foguetes, uma arma de lâminas de serra, uma minigun, granadas e um boneco chamariz que pode atrair os mutantes. Essas opções acrescentam uma pequena progressão de recursos: uma melhoria comprada em uma loja muda o que estará disponível nos próximos trechos. Gastar com munição ou uma arma nova compete com melhorar o que você já tem. Sequências de eliminações podem render dinheiro extra e dão um motivo para manter a luta em movimento, em vez de deixar a horda cercar vocês. Esse bônus ajuda a financiar o equipamento, mas não muda o objetivo da fase nem cria funções separadas para o grupo.

A lista de armas é maior que seu impacto nos combates: muitas oferecem apenas uma melhora modesta em relação ao fuzil, e a munição pode acabar rápido. As lojas não pausam a luta; os inimigos continuam ativos enquanto alguém consulta o estoque. Em dupla, vocês compartilham a mesma pressão de combate e o mesmo sistema de compras. Não há configurações distintas de personagem ou classes complementares. O segundo jogador acrescenta outra linha de tiro, mas os dois continuam com a mesma tarefa principal: avançar e atirar.

O equipamento é a principal forma de progressão da campanha: vocês aprimoram um conjunto conhecido de armas em vez de desenvolver personagens diferentes. Isso deixa as compras fáceis de entender, mas limita o quanto uma arma nova muda a próxima luta. O grupo pode economizar para comprar uma arma, repor munição ou melhorar uma favorita. Há uma pequena decisão de orçamento, não um sistema profundo de personalização.

Veículos interrompem a caminhada

De vez em quando, a campanha coloca você ao volante de um veículo militar. Dá para passar por grupos de mutantes ou usar uma metralhadora montada. No co-op, uma pessoa dirige enquanto a outra atira. É uma mudança perceptível em relação às partes a pé e um dos poucos momentos em que os jogadores têm tarefas diferentes. Essas sequências são curtas e não transformam o jogo em um modo de direção livre: a maior parte de cada missão continua acontecendo a pé.

O caminho passa por ruas, fábricas, estações, um porto, uma vila, um aeroporto, uma rodovia, uma base militar e um ferro-velho. A variedade de cenários leva vocês por diferentes partes da área do surto, em vez de mantê-los em uma única arena. Ainda assim, ambientes reutilizados e cores apagadas podem fazer os locais parecerem iguais. A iluminação fraca combina com a visão de cima, mas também pode esconder detalhes que ajudariam a distinguir cada parada.

Concluir uma missão libera a próxima parte da campanha linear, e dá para repetir fases concluídas em outra dificuldade. Há poucos motivos para explorar fora do caminho ou voltar a uma fase, a não ser para tentar no nível mais difícil. A dificuldade aumenta a pressão do ciclo conhecido de avançar e limpar a área, mas não abre outro ramo da campanha. Há pontos de controle durante uma fase, porém sair antes de concluí-la pode mandar você de volta ao início. Por isso, cada trecho combina melhor com uma sessão contínua. As cartelas de capítulo dão um breve contexto sobre a próxima área, mas não transformam a história pouco desenvolvida do surto em uma trama de escolhas de personagem. O jogo combina mais com duas pessoas dispostas a jogar uma fase inteira por vez do que com quem quer parar depois de cada confronto.

Um co-op com alguns problemas

O clima de Dead Horde vem da premissa enxuta do surto e das pistas no cenário: ruas escuras, encontros iluminados pela lanterna, sangue e mutantes que avançam ou cospem na sua direção. A história desenvolve pouco os personagens, enquanto a música aumenta durante alguns ataques e depois diminui. A apresentação contida pode criar tensão, mas os cenários apagados e uma trilha sonora repetitiva podem cansar com o tempo. É um jogo de tiro arcade simples, não uma história de sobrevivência centrada nos personagens.

Com um amigo, os tiroteios diretos ficam menos solitários, mas o co-op não cria funções ou configurações diferentes para cada personagem. Vocês avançam pelo mesmo caminho, usam as mesmas lojas de armas e enfrentam a pressão dos inimigos com uma segunda linha de tiro. A pessoa extra muda mais a sensação da partida do que os sistemas por trás dela: vocês continuam avançando e atirando nos mesmos confrontos repetidos.

Há co-op online, tela dividida local e Remote Play Together, mas as salas públicas talvez não sejam uma boa maneira de encontrar alguém para jogar. Críticos da época de lançamento tiveram dificuldade para encontrar partidas públicas; no modo local com tela dividida, vocês não dependem do navegador de servidores. Os dois modos usam a mesma campanha e o mesmo objetivo básico. O jogo online não acrescenta uma lista de missões separada nem regras competitivas.

Relatos da época mencionam quedas de desempenho, travamentos, movimentação desajeitada e personagens ou inimigos presos na geometria das fases. Os requisitos de Windows publicados pela loja citam XP, Vista e Windows 7. Confira a compatibilidade atual antes de instalar o jogo em um sistema mais recente.

Dead Horde combina principalmente com duas pessoas que queiram uma campanha simples, tiroteios em dupla, dinheiro para gastar e alguns trechos de veículo. Não é preciso coordenar classes ou reunir um grupo grande, e a história pede pouco além de alcançar a próxima área. Essa simplicidade também pode pesar ao longo da campanha: as missões repetem o mesmo ciclo de avançar e limpar a área, as melhorias mudam pouco os combates, e algumas fases podem parecer longas. O jogo é menos indicado para grupos que procuram objetivos variados, progressão profunda ou movimentos precisos.

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